3 grandes dificuldades do cuidador na esquizofrenia

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Existem diversas e enormes dificuldades vivenciadas pelo cuidador de quem tem esquizofrenia, correto?

Algumas são superadas mais rapidamente outras nem tanto. Algumas dessas dificuldades o cuidador aprende a lidar, a como agir diante das dificuldades.

O certo é que todos cuidadores passam por algumas questões especificas, tais como as 3 que vamos conhecer hoje.

3  grandes dificuldades do cuidador na esquizofrenia       

1° uso da medicação pelo familiar– A grande maioria dos pacientes não aceita as medicações tão facilmente, principalmente no início, e isso pode demorar muito ou pouco tempo.

Esse tempo vai depender do paciente, da personalidade dele, da relação familiar, de como a família está enfrentando a descoberta do diagnóstico.

Quando a família consegue entender melhor o transtorno, que o familiar não será mais o mesmo, que precisará de muito apoio, medicações, entre outras necessidades o caminho começa a ficar menos amargo.

A medicação não é aceita pelo paciente pois ele tem certeza de que não precisa delas.

A pessoa que tem a esquizofrenia acredita que não tem nada. Que os medicamentos é que estão lhe prejudicando, o deixando estranho. Acredita que as pessoas a sua volta estão tentando envenená-lo (até mesmo sua família) e por isso rejeitam a medicação.

Muitas vezes o familiar recorre até mesmo a chantagens com seus cuidadores para fugir do tratamento ou das medicações, como por exemplo não tomar as medicações, pois elas estão lhe fazendo mal.

Se o cuidador ceder ou não souber o que realmente está acontecendo ele vai ceder ao familiar e ai, os sintomas pioram, a recaída vem.

Por isso é extremamente importante que os cuidadores entendam o transtorno, se informem sobre como ajudar e lidar com seu familiar e com momentos críticos.

2° Altos e Baixos na Esquizofrenia – como eu sempre digo, quem não tem os seus momentos ruins não é?

Imagine a pessoa que vive 24 horas com vozes lhe incomodando? Não é fácil!!

Então você cuidador, precisa saber que vão existir momentos bons e ruins para o seu familiar. Haverá momentos que ele estará bem e em outros estará mal, para baixo, brigando, implicando.

E a dica que eu tenho para te dar é RESPEITE o seu familiar. Respeite o tempo dele, o momento que talvez ele precise para se reorganizar, “voltar ao ar”.

Nós não sabemos o que ele/a está vendo ou ouvindo quando fica mal, quando muda a face, pois nessa hora eles se transformam e imagine o quanto isso perturba!

Conheço pacientes que tem seus horários de “deprê”, e nessa hora modificam-se totalmente, mas aprenderam a lidar com essa hora. Como? Vão para seu quarto, ou onde se sintam confortáveis e ficam o tempo que precisam, quando passa, voltam para o lado da família.

E nessa hora é que entra o respeitar o momento, entender e colaborar, entende?

Pense que em alguns momentos seu familiar estará bem, alegre, conversando. Em outros momentos os sintomas negativos da esquizofrenia estarão mais aflorados e ele não vai conseguir, então o melhor é dar esse tempo para ele.

Os remédios não ajudam? Sim, ajudam muito, sem as medicações é impossível. Porém, em muitos pacientes os sintomas negativos são mais difíceis de tirar, e por isso tantas instabilidades, tanta mudança de humor.

3° condições financeiras família– Após a descoberta da esquizofrenia geralmente as condições financeiras da família são afetadas.

São afetadas pois existe muito gasto com o familiar e para o bem dele. Algumas vezes, infelizmente muitas vezes, a medicação não é encontrada no SUS e precisa ser comprada, e custa bem caro. Mas, sem medicação nem pensar! Por isso o cuidador precisa sempre dar um jeito e comprar os remédios e gasta muito.

Alguns familiares que tem o transtorno trabalhavam antes e após o diagnostico não conseguem mais, isso vai afetar na renda familiar.

Se ele não conseguir retornar ao trabalho, não adiantará insistir, pois será só para facilitar uma crise, é preciso entender e compreender o que o seu familiar vivencia.

Outros pacientes têm melhores condições, não foram tão afetados pelo transtorno e conseguem trabalhar, mesmo que demore para que isso aconteça.

Atenção!!

IMPORTANTE, isso será no TEMPO DELE, quando ele se sentir preparado e seguro para isso. Ou ainda, alguns pacientes conseguem trabalhar em casa mesmo, fazer alguma atividade remunerada, como artesanato, culinária, informática, pinturas, etc.

Em último caso a busca por um benefício ou aposentadoria também ajuda na renda familiar, não deixe de buscar se caso o seu familiar não puder mais trabalhar.

Bom, agora você já conhece 3 das grandes dificuldades do cuidador e algumas dicas sobre como lidar com essas dificuldades.

Então, coloque em prática e tenho certeza que terás resultado! Claro, que persistência e paciência também, pois isso não se consegue de repente, mas aos poucos, todos conseguem!!

Beijos e até logo!!

Daniela

 

 

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