A verdade sobre a negação dos familiares na esquizofrenia

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Negação x Psicoeducação

Negação X Psicoeducação

Negação X Psicoeducação

Por que será que muitas pessoas que tem esquizofrenia não aceitam a sua doença?

Ouvimos relatos de pais que reclamam de seus filhos, que não sabem mais o que fazer, que estão cansados, perdidos, etc.

Mas, convido-os a pensar: como está o comportamento desses pais/familiares/cuidadores com o transtorno de seu familiar? Eles realmente aceitaram o transtorno? Aceitaram que nada mais será como era antes? Eles mesmo estão conscientes de que seu familiar tem esquizofrenia e não tem cura ou ainda pensam que pode não ser esquizofrenia?

O que eu quero dizer com todos esses questionamentos? Abordo esta questão porque vejo muitos casos em que a família diz ter aceitado o transtorno, mas na verdade ainda não aceitou! Ainda pensa que seu familiar pode se “curar”, evita buscar informações sobre o transtorno, não busca auxilio, não evolui, entendem?

E agem dessa forma como uma negação, como uma luta inconsciente para não admitir que é esquizofrenia e terão que conviver com este transtorno, com as mudanças e comportamentos do seu familiar.

Sabemos também, e é comprovado, que se os familiares/cuidadores não aceitarem o transtorno, o paciente não aceitará também! Se seus familiares dizem que ele não tem nada, como ele vai aceitar que tem esquizofrenia? Como vai aderir ao tratamento? E o auxílio para vencer os obstáculos? Sem o apoio familiar será quase impossível a estabilização.

Por isso sempre reforço ser fundamental que primeiramente a família aceite a doença, reconheça as limitações de seu familiar e comece a viver a partir dali. Adaptando-se a nova realidade e buscando melhor qualidade de vida para todos membros familiares.

Outro momento importante que preciso destacar é a busca dos familiares e/ou cuidadores por grupos de psicoeducação, os quais são meios que auxiliam o cuidador e seu familiar a progredir e entender a esquizofrenia.

Os grupos de psicoeducação trazem o conhecimento sobre o transtorno, sobre medicações, estabilização, convivência e como lidar com seu familiar. Através dos grupos o familiar tem um momento para si, para expor suas angústias, suas dúvidas, raiva, medo, entre tantos outros sentimentos que a esquizofrenia desperta nos familiares.

Ouço relatos de cuidadores que participam de grupos e ressaltam como lhes faz bem participar, que aprendem cada dia algo novo, que são acolhidos, que estão inseridos e ali ninguém os olha diferente, e por isso se sentem bem e à vontade para desabafar.

Infelizmente sabemos que esta ainda é uma prática com falhas, que muitos lugares não proporcionam essas atividades, porém estamos lutando para que se torne cada vez mais acessível a todos. Estamos engatinhando nesta caminhada, mas tenho certeza que com a contribuição de todos chegaremos lá!

Entretanto sei que existem lugares que proporcionam esses grupos e os familiares não frequentam, não aproveitam a oportunidade ou até mesmo nem sabem da sua existência. E um dos motivos por essa não procura é o medo de se expor, a vergonha de assumir que seu familiar tem esquizofrenia, é o não aceitar o transtorno. O que ocasiona atraso na estabilização, perdas na família, como por exemplo a qualidade de vida.

Sendo assim, quero reforçar aqui a importância da participação dos cuidadores e familiares em grupos de psicoeducação.

Busquem este auxilio em sua cidade ou bairro. Não desistam facilmente de levar seu familiar e outros membros familiares para conhecer esta prática.

Vocês sentirão a mudança, se sentirão amparados, orientados e ouvidos. E como resultados verão a aceitação, sua e de seu familiar, bem como a estabilização do seu familiar e qualidade de vida melhor.

Psicoeducação

Psicoeducação

Beijos e até logo!

Daniela

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