A importância do ambiente familiar na esquizofrenia

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Ambiente Familiar

Ambiente Familiar

Após o diagnóstico da esquizofrenia muitas famílias se desorganizam, as relações se modificam e a convivência familiar pode vir a se tornar estressante, e até agressiva.

Ver seu familiar adoecer, passar por crises e surtos não é fácil e com certeza ira influenciar o meio familiar. Se a família souber contornar as situações, aprendendo sobre o transtorno e a melhor forma de lidar com seu familiar esse sofrimento será cada dia menor.

Porém, quando o ambiente familiar é hostil, com muitas críticas e seus membros se relacionam através de emoções rígidas e negativas, a tendência é que a sobrecarga emocional dessa família aumente, o que chamamos de Emoção Expressa (EE).

A EE pode ocorrer em outros transtornos também, como por exemplo: dependência química, transtorno bipolar, alcoolismo, etc.  Entretanto, na esquizofrenia ela encontra uma maior relevância, pois contribui para o desgaste familiar e pode influenciar o curso do transtorno, levando a mais recaídas e internações

Vamos conhecer os tipos de emoções e sentimentos que compõem a EE?

  1. Hipercríticaocorre quando um ou mais membros cobram demasiadamente do paciente uma mudança de rotina, cobram atividades que ele não faz no dia a dia, reclamam da sua dependência, vendo somente o lado negativo e nunca algo positivo. A crítica pode ser percebida em um tom de voz agressivo, alto, rude.

Qual o melhor caminho para resolver essa questão?

  • Procure mudar seu tom de voz ao conversar com seu familiar, falando de forma mais suave, com carinho;
  • Elogie mais, mesmo que pequenas realizações;
  • Aproxime-se mais do seu familiar;
  • Tenha tempo para si mesmo, pois precisa descansar e mudar o foco!
  1. Superproteçãopreocupação exagerada com seu familiar. Proteção e cuidados exagerados, não permitindo que ele faça nada. O resultado de atitudes como essas serão a raiva por parte de seu familiar, a acomodação, o que prejudicará o tratamento e progresso. Eles precisam ser cuidados sim, mas também precisam se sentir úteis, fazer algo em casa e para si mesmos.
  2. Permissividade – o cuidador não impõe limites ou regras para seu familiar. O medo de que ele possa entrar em crise é muitas vezes a causa dessas atitudes por parte dos cuidadores.         Atenção!! Eles precisam de limites e regras sim! Precisam ser estimulados, ter horários e respeitar sua família e demais pessoas, e a permissividade só irá regredir o tratamento do seu familiar.
  3. Hostilidade– aquele ambiente onde ocorrem com frequência agressões e ofensas entre seus membros. Pode vir do paciente ou dos familiares. O tom de voz, palavras, gestos, expressões faciais, a postura, tudo indicará a forma que a pessoa está se comunicando. Agir com calma, falando devagar e com amor facilitará o diálogo.
  4. Superenvolvimento afetivoo cuidador pode acabar adoecendo, pois se dedica somente ao seu familiar, não pensa e olha mais para si e acaba cobrando isso dele.  Por exemplo: “ você não dá valor para o que eu faço! A Culpa por a família está assim é sua! Eu faço tudo por você! ” Falas como essas afastam cada vez mais o familiar, que vai se isolando, as vezes responde agressivamente ou ainda pode fugir “ para evitar mais sofrimento para todos”…

Qual o caminho?

Sendo assim, uma família com alto nível de EE precisa de orientação e tratamento. Seus sentimentos e atitudes demonstram que estão propícios ao adoecimento e sofrimento familiar. E o resultado será em sintomas e doenças, como: depressão, ansiedade, impulsividade, agressividade, alterações de peso, humor, etc.

O indicado nesses casos é que a família busque terapia familiar, participe de grupos para familiares, onde aprenderá o que ocorre em seu lar, como modificar as situações,  retornando ao equilíbrio.

 

Beijos e até logo!. Daniela

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