Descubra: Como ajudar o meu familiar que tem esquizofrenia?

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Uma das perguntas que eu mais recebo é: como eu posso ajudar o meu familiar que tem esquizofrenia?

Posso começar dizendo que essa não é uma tarefa nem um pouco fácil, porém, também não é impossível.

Devido a esquizofrenia ser um transtorno muito grave e incapacitante, conviver com a esquizofrenia não é nada fácil, tanto para quem tem o transtorno quanto para os familiares.

No início, logo que se descobre o diagnóstico de esquizofrenia parece que as coisas nunca irão melhorar.

E como os familiares mesmos dizem: “é como se tivesse passado um caminhão em cima de mim…” …” e será preciso levantar-se, sacudir se, se recompor e seguir em frente”.

E qual será a melhor maneira que os familiares e/ou cuidadores podem ajudar seu familiar que tem esquizofrenia?

Em primeiro lugar é preciso que se entenda com o que está se lidando, no caso a esquizofrenia.

Por isso, o primeiro e mais importante passo para ajudar a pessoa que tem esquizofrenia é a informação. É buscar entender o que é esse transtorno, como se deve agir com a pessoa que tem esquizofrenia.  Saber sobre o tratamento e como o familiar pode ajudar.

Para poder ajudar a pessoa que tem esquizofrenia você precisará entender o que ela tem. Entender por que ela age diferente em determinados momentos, os motivos da sua dificuldade nos relacionamentos. Entender que NÃO é porque ela quer ou porque é preguiçosa que se isola, mas sim pelo transtorno que tem.

Sim, também é preciso muita paciência e amor para superar os obstáculos da esquizofrenia.

Quanto mais o cuidador entender o que acontece com seu familiar melhor poderá ajudá-lo.

Digo que a informação é o primeiro e essencial passo na busca pela estabilização do familiar, pois é a partir do momento que o cuidador começa a entender o que o seu familiar tem, os motivos dele para agir diferente, os medos que ele tem, que o próprio paciente vai começar a entender e aceitar que tem um transtorno mental, a esquizofrenia.

É impossível que a pessoa que tem o transtorno aceite o tratamento, estabilize e comece a entender o que ela tem se os seus familiares acham que é frescura, manha, ou por querer que essa pessoa não consegue trabalhar, por exemplo.

É imprescindível que os cuidadores aceitem e entendam a esquizofrenia do seu familiar para que a partir daí possam ajudá-lo nesse entendimento.

E por que essa atitude deve partir dos cuidadores/ familiares?

Você deve sempre lembrar que a pessoa que tem a esquizofrenia vivencia os sintomas como se eles fossem reais, para eles o sofrimento é maior, é aterrorizante, é realidade.

Sendo assim, essa pessoa precisará da ajuda do cuidador para perceber que o que ela tem é um transtorno, que muitos medos seus não são reais, como os delírios.

 Agora pense….

Como essa pessoa irá se dar conta sozinha ou quando a família não acredita no que ela tem?

É óbvio que isso não irá acontecer, certo? Pelo menos na grande maioria dos casos as pessoas sozinhas não aderem ao tratamento. Não estabilizando e sofrendo cada vez mais.

Você consegue entender agora a IMPORTÂNCIA que tem a FAMÍLIA na conscientização e aderência ao tratamento da pessoa que tem esquizofrenia?

A família é sempre a base de tudo. Principalmente para as pessoas que têm esquizofrenia, que tem muitos medos e grande dificuldade de confiar nas pessoas.

Após os familiares aceitarem o diagnóstico do seu familiar, começar a entender a esquizofrenia, como conviver e ajudar o seu familiar, ficará mais fácil mostrar para ele o que ele tem e consequentemente buscar uma melhor qualidade de vida para esse familiar e demais membros da família.

Percebemos então que para ajudar o seu familiar que tem esquizofrenia é preciso primeiramente que os cuidadores aceitem o diagnóstico de esquizofrenia.

E que cada vez mais busquem informações sobre o transtorno, sobre como agir nos momentos de crise, sobre como lidar com o seu familiar, novos tratamentos. Enfim, tudo que possa ajudar esse familiar e seus cuidadores.

Por isso, se você é cuidador e/ou familiar de alguém que tem esquizofrenia REFLITA sobre estas dicas. Procure se informar, ler muito sobre o transtorno, pois este é o primeiro passo para ajudar o seu familiar na estabilização do  transtorno e buscar uma melhor qualidade de vida.

Não esquecendo que dessa forma os cuidadores também estarão se ajudando para entender o seu familiar. Fator que diminui o seu sofrimento, e aprendendo a conhecer e lidar com o seu familiar.

Grande abraço e até logo!

Psicóloga Daniela da Silva

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