Dia da conscientização da esquizofrenia – O que eu posso fazer?

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No último dia 24 de Maio tivemos o dia da conscientização da esquizofrenia – O que eu posso fazer?

Na verdade foi uma semana dedicada a conscientização da esquizofrenia, dedicada a falar do assunto. Objetivando trazer o assunto para população, trazer informação sobre esse transtorno tão grave e ignorado por muitos.

Com o objetivo de mostrar que a pessoa que tem esquizofrenia é uma pessoa normal como outra qualquer, capaz de realizar muitas atividades e feitos.

Atualmente, o preconceito com pessoas que têm um transtorno mental ainda existe, vindo até mesmo dos próprios familiares e parentes.

Mas, também sabemos que é menor do que era no passado. Entretanto, ainda afeta, estigmatiza e interfere na vida da pessoa que tem um transtorno mental e da sua família, que sofrem todo esse preconceito.

Por isso é preciso que se divulgue, que se fale cada vez mais sobre os transtornos mentais.

É preciso que a população saiba quem realmente é a pessoa que tem esquizofrenia, sem ser influenciada pelo sensacionalismo da mídia e pelo preconceito que vêm de anos passados.

 Quem seria a pessoa que tem esquizofrenia?

Como eu disse acima, a pessoa que tem esquizofrenia é uma pessoa normal, capaz de ter e viver uma vida normal. Uma pessoa com sentimentos nobres, pessoas carinhosas e verdadeiras.

A pessoa que tem esquizofrenia não é nem de perto um assassino ou uma pessoa perigosa, isso é o que a mídia mostra. O que o preconceito nos faz pensar.

Sim, a pessoa que tem esquizofrenia pode chegar a ser agressiva, caso esteja em surto ou sem tratamento.

Entretanto, segundo as pesquisas é mais comum ver pessoas ditas “normais” agirem de forma agressiva, do que uma pessoa que tem esquizofrenia, pois elas não têm essa característica.

Quando uma pessoa que tem esse transtorno reage de forma violenta é devido os sintomas do transtorno. Também pode ser uma reação para se defender.

 Como assim?

Por exemplo, se uma pessoa que tem esquizofrenia está em surto ou não está sendo medicada e em um certo momento no seu delírio ou alucinação, sintomas da esquizofrenia, ela está sendo ameaçada de morte, correndo risco, sendo perseguida, claramente ela irá se defender.  Por isso ela pode reagir de forma agressiva, no intuito de se defender do que ela está vivendo.

Sim, o que essa pessoa está vivenciando não é real, mas para pessoa que tem esquizofrenia é muito real e verdadeiro e ela fará de tudo para se proteger.

É nessa hora que ela pode reagir de forma violenta, do contrário dificilmente você vai ver uma pessoa que tem esquizofrenia ser agressiva.

Quando conhecemos ou convivemos com uma pessoa que tem esse transtorno podemos perceber o quão doce e carinhosos eles são. Pessoas afetivas, sinceras, sensíveis.

 Essa é a pessoa que tem esquizofrenia e não o sinônimo de um assassino ou pessoa perigosa.

Esse ano foi o primeiro da semana da conscientização da esquizofrenia e esperamos que tenha sido o primeiro de muitos.

É PRECISO…

É preciso conscientizar a população e diminuir o preconceito com as pessoas que têm um transtorno mental, como a esquizofrenia.

Precisamos vestir a camiseta e mostrar que eles têm muita capacidade, muito talento no que fazem. Sim, podem ter suas limitações, mas ainda podem realizar muitas atividades e serem felizes.

É preciso mostrar além da esquizofrenia.  Afinal, a pessoa que tem esquizofrenia é muito mais do que o seu transtorno, ela é um ser humano e não apenas o seu transtorno.

Somente através da diminuição do preconceito, do respeito com as pessoas que sofrem de um transtorno mental, a população irá entender o que realmente é a esquizofrenia.

Olhando para essas pessoas como elas realmente são, quem elas são e NÃO pelo transtorno que elas têm.

Esperamos que no próximo ano possamos ter muitas outras atividades na semana da conscientização da esquizofrenia e em muitos lugares.

E que esse preconceito diminua cada vez mais.

Assim, as pessoas que já sofrem tanto com o transtorno poderão andar mais tranquilas, sem medo nas ruas, sendo respeitadas como qualquer outra pessoa.

Abraço e até mais.

Psicóloga Daniela da Silva

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