Descubra 5 dicas sobre como diminuir o preconceito na esquizofrenia

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Ainda hoje muitas pessoas não sabem realmente o que é a esquizofrenia.

O estigma da loucura ainda é muito forte, muito preconceito ao ouvir falar que alguém tem esquizofrenia, infelizmente.

Posso afirmar que as pessoas, que o mundo ainda não sabem na verdade o que é a esquizofrenia!

Citando alguns exemplos como esses:

 “… o processo de reabilitação da exacerbação da esquizofrenia política…”

“… Brasil vive esquizofrenia….” “…se revelam a esquizofrenia das cabeças pensantes por trás da Lava-Jato…”

Esquizofrenia não é uma palavra que deva ser utilizada para falar da política ou de qualquer outra coisa que não o próprio transtorno mental!

O que realmente é a esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno, grave e incapacitante, que causa grande sofrimento para quem tem e para quem convive com essa pessoa. A esquizofrenia se manifesta geralmente no fim da adolescência, início da vida adulta, se caracterizando pela desorganização de diversos processos mentais, desencadeando um quadro típico de sintomas, mais intensos durante os surtos.

Por isso penso que cada vez mais devemos mostrar o que realmente é a esquizofrenia.  Falar mais sobre o assunto, discutir melhores condições de tratamento. Falar da vida e de quem convive com a esquizofrenia, somente assim vamos diminuir o preconceito.

Mostrar que a esquizofrenia não é uma palavra para ser utilizada para definir “qualquer coisa”, para comparar a política ou qualquer outra coisa.

Como podemos diminuir o preconceito?

1. Mostrando que esquizofrenia não é sinônimo de violência, de agressão. Pesquisas comprovam que são raros casos de agressão. Casos mais comuns ocorrem em momentos de surto/crises, e que pessoas ditas “normais” são mais agressivas que as que tem esquizofrenia. Claro, que quando a pessoa está em surto é preciso cuidado, pois ela está fora de si, fora isso costumam ser muito carinhosos.

2. Quanto mais conhecimento melhor!! Saber o que é a esquizofrenia, seus sintomas, tratamento, como lidar com essa pessoa ajuda a diminuir o estigma. Precisamos educar a sociedade para que diminua cada vez mais o estigma com a esquizofrenia.

3. Não escondendo os familiares que tem o transtorno. Não estou dizendo aqui para sair contando para todo mundo com um megafone que o familiar tem esquizofrenia, mas que não os esconda.  Não evite levá-los aos lugares, não evite falar do que ele tem. Com isso iremos mostrar que a pessoa que tem o transtorno é uma pessoa normal, que leva uma vida normal e que não é sinônimo de violência.

4. É importante falar o que o familiar tem: esquizofrenia. Ficar evitando, dando desculpas ou outros diagnósticos só vai piorar o preconceito. Se a família não aceita está mostrando para a sociedade que eles também não devem aceitar.  Estará tendo preconceitos com eles também, entende? Quando a família também aceita o diagnóstico ela está conscientizando o familiar do que ele tem, de que precisa de tratamento e ajuda.

5. Procurar incluir o familiar que tem o transtorno em atividades, em uma rotina, em grupos, ajuda a diminuir o preconceito. A convivência com outras pessoas mostra que quem tem o transtorno são pessoas como outras qualquer. Pessoas que merecem respeito, que podem fazer muitas atividades, às vezes com algumas limitações, precisarão de remédios e tratamento sim, mas podem levar uma vida normal.

Vamos dizer NÃO ao preconceito!! Vamos mostrar o que realmente é a esquizofrenia.

Mostrar o lado saudável dos familiares e não só quando ocorrem agressões, violências.

Não tenha vergonha em ter um familiar com o transtorno, é como outra doença qualquer.

Vamos compartilhar as informações sobre o transtorno, sobre como é possível viver melhor, com mais qualidade, mesmo com esquizofrenia!!

                                          É POSSÍVEL!!

É POSSÍVEL!!

Grande abraço e até logo!

Psicóloga Daniela

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