Entendendo os comportamentos de quem tem esquizofrenia

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Entender os comportamentos de quem tem esquizofrenia é possível? Qual a melhor maneira desse entendimento? O que se passa com a pessoa que tem esquizofrenia?

Só quem vivencia os sintomas da esquizofrenia sabe o que realmente se passa, os sentimentos, medos (até mesmo pavor!), a confusão que existe dentro deles!

Sim, os familiares e cuidadores tem uma boa noção do sofrimento e agonia que eles vivenciam, porém, a intensidade, o pânico, só eles sabem…

Só quem tem o transtorno sabe o quanto as ideias que lhes perseguem os incomoda, os atrapalha e faz sofrer, afastando-os de familiares, amigos e sociedade.

Muitas pessoas a sua volta, como vizinhos, familiares muitas vezes acreditam que é exagero, que não é tudoooo isso. E isso porque não estão na pele, nos ouvidos, nos olhos e coração de quem sofre com o transtorno.

Os cuidadores, em sua maioria mães, sofrem junto, principalmente pelo sentimento de impotência, por não poderem ajudar a eliminar o que eles sentem.

Por todos esses motivos e tantos outros não citados, é preciso que se pense sobre o que se passa com a pessoa que tem esquizofrenia. É preciso entender os comportamentos deles, encontrando a melhor forma de conviver com eles.

Pessoas que têm esquizofrenia sofrem grande parte do dia com seus sintomas. Se não forem as vozes lhes dando comandos, podem ser as visões, ou ainda o isolamento. Ou quem sabe a falta de vontade, a falta de afeto e prazer?

Vocês já pensaram como é conviver com vozes na sua cabeça o tempo todo? Vozes que nunca são boas ou agradáveis! Muito pelo contrário!! Essas vozes falam mal dos outros, ameaçam, oprimem, agridem, ofendem quem as está ouvindo. Complicado não é mesmo??

E qual é a saída que essas pessoas mais recorrem? A família, o cuidador.

Como eles se protegem? Às vezes se isolam, outras xingam, ficam irritados, bravos.

Algumas pessoas conseguem dizer para seus familiares o que estão ouvindo ou vendo (Sintomas Positivos). E agora o que fazer com esse relato?

O cuidador fica sem saber como agir, por vezes com medo, com pena, culpado por não poder fazer mais pelo seu ente querido.

A maioria dos cuidadores escuta o que eles dizem e tenta mostrar que não é real, acalmá-los, mostrar que estão ali para protegê-los. Claro que isso ocorre, após muito aprendizado, muita luta e brigas.

Os familiares no início do transtorno não entendem o que acontece e muitas vezes acabam piorando a situação, pois os confrontam, contrariam, xingam, etc. Fatores esses que os deixam mais irritados, perdidos e sozinhos.

Com o passar do tempo esses cuidadores entendem que são sintomas do transtorno e incontroláveis. Percebem que não vai adiantar contrariar e que o melhor é escutar, acalmá-los e mostrar-se presente, como apoio e proteção para eles.

Quanto ao isolamento, falta de afeto ou vontade (Sintomas Negativos) segue-se o mesmo caminho. No princípio, pensa-se que é birra, “manha”, preguiça ou para chamar atenção.

Dessa forma a família pressiona, insiste para que a pessoa que tem a esquizofrenia saia, faça alguma atividade, ajude em casa ou trabalhe.

Entretanto, quando se conhece os motivos desses comportamentos tudo fica mais fácil e compreensível. Os cuidadores entendem que esses comportamentos são decorrentes do transtorno, que são incontroláveis e que alguns passam após alguns minutos, horas ou até mesmo dias.

Fica a dica

Entender os comportamentos da pessoa que tem esquizofrenia modifica o dia a dia, facilita a convivência familiar. E esse entendimento se dá através da busca de informações sobre o transtorno, da participação em grupos de Psicoeducacao, onde se troca muitas experiências, se compartilha ideias, onde é possível expressar seus sentimentos e angústias sem julgamentos.

Podemos incluir a terapia familiar e individual também nessa busca por conhecimento. Busca por melhores caminhos para lidar com seu familiar que tem esquizofrenia. Através da terapia se encontra apoio, um momento para si, para expor seus sentimentos, para pensar e refletir sobre suas questões.

Quando se entende o que se vivencia, os motivos que levam as pessoas a agirem de determinada forma a convivência com essa pessoa e consigo mesmo fica mais leve. A qualidade de vida aumenta e a paciência também!!

Tente você também entender os comportamentos de quem tem esquizofrenia, tenho certeza que vai valer a pena!!

 

Beijos e até logo!

Daniela

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