Cuidador: você vai esperar explodir para procurar ajuda?

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Famílias que tem um familiar com esquizofrenia vivem sob pressão. Estão vulneráveis e em muitos momentos em sofrimento, com sentimentos diversos, certo?

Após a descoberta do transtorno a família passa por um período de aceitação, passa a se reorganizar. O modo de funcionamento familiar se modifica para que se tente cuidar da melhor forma possível seu familiar, e é aí que em muitos casos, surgem as sobrecargas, o estresse.

Os cuidadores passam a se dedicar quase que exclusivamente ao seu familiar e esquecem de se cuidar, o que leva ao stress, doenças, como problemas de pressão, depressão, etc.

E então eu pergunto a você cuidador: você vai esperar explodir, cair doente ou depressivo para buscar ajuda e cuidar de si também?

É preciso que os cuidadores tenham um tempo para si mesmos, que possam “se desligar” por algumas horas ao menos da rotina, para que não adoeçam.

Pode parecer que é egoísmo esta fala, ou vocês podem achar que sou louca, não sei do que estou falando, mas não!

Essa é a verdade: o cuidador precisa ser cuidado também!!

Precisa de um espaço seu para desabafar, para chorar, reclamar, conversar, se distrair. Espaço para se divertir, para saber que não são os únicos (grupos de familiares) e trocar experiências e vivências.

Hoje ainda muitas famílias não procuram ajuda ou porque acham que vão expor seu familiar ou por vergonha, por achar que não adianta, que não vale a pena. Mas, eu afirmo para vocês que vale a pena sim!!

Vale muito a pena o cuidador pensar em si.!Quanto melhor preparado, quanto mais entender seu familiar, o transtorno e estiver bem emocionalmente, melhor serão os resultados, os progressos e qualidade de vida familiar.

E quem pode ajudar esses cuidadores?

O profissional da psicologia, por exemplo que quiser trabalhar com famílias de pessoas com esquizofrenia pode realizar este trabalho, por meio de intervenções familiares, escuta, acolhimento, Psicoeducação.

Estas intervenções objetivam:

  • Roda de conversas para exposição dos sentimentos;
  • Desenvolver maneiras para o cuidador lidar com seu familiar;
  • Trazer informações acerca do transtorno;
  • Trabalhar a Psicoeducação com as famílias;
  • Acolhimento e Psicoterapia- Com o objetivo de que se tenha um olhar, um cuidado com o cuidador, para que este possa ser ouvido, possa diminuir sua sobrecarga e sofrimento que vivenciam;
  • Estar atento as necessidades dos familiares;
  • Promover expressão livre de emoções e afetos;
  • Aceitação e compreensão do transtorno;
  • Promover uma vida mais saudável;
  • Esclarecer dúvidas e propor estratégias.

Beijos e até logo!!

Daniela

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