Conheça os principais tipos de Esquizofrenia

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Esquizofrenia tem tipos diferentes ou são todos iguais?

Essa é uma das dúvidas que muitos ainda têm, por isso hoje vamos entender um pouco mais sobre os tipos de esquizofrenia.

A esquizofrenia pode ser classificada em tipos distintos de acordo com sua apresentação clínica.

Principais tipos de Esquizofrenia.   

Esquizofrenia Paranóide

Esse tipo de esquizofrenia é caracterizado pelo predomínio de sintomas positivos (delírios e alucinações) sobre os sintomas negativos. Nesse caso os pacientes podem apresentar delírios e alucinações bem estruturados, com alterações de comportamento compatíveis com suas vivências psíquicas. Como exemplo temos: inquietação ou agitação psicomotora, comportamento de medo ou fuga, ausência de juízo crítico, dentre outras.

Com o tratamento, geralmente, o paciente melhora dos sintomas mais agudos, porém eles podem não sumir por completo. Algumas pessoas podem ter sintomas cognitivos que dificultem a retomada de algumas atividades após a fase de crise.

Esquizofrenia Hebefrênica ou desorganizada

Nesse tipo de esquizofrenia encontra-se o contrário. O que predomina são os sintomas negativos, desorganização do pensamento e comportamento,  sobre os sintomas positivos.  Ou seja a pessoa vai sofrer mais com os sintomas negativos.

Alucinações e delírios podem não ocorrer, ou se ocorrerem, não são uma parte importante do quadro, que se caracteriza mais por um comportamento pueril ou regredido, desorganização do pensamento e do comportamento. Bem como a dependência de terceiros para atividades mais básicas, perda da autonomia, desinteresse, isolamento ou perda do contato social e afetividade mais superficial ou infantil.

Os sintomas mais agudos, como a desorganização do pensamento e do comportamento, podem melhorar com o tratamento. Entretanto, alguns sintomas negativos podem persistir e dificultar mais a retomada das atividades.

Podem ocorrer alterações cognitivas, principalmente relacionadas à atenção, memória e raciocínio, os quais podem trazer prejuízos sociais e relacionados ao trabalho.

Esquizofrenia catatônica

É o tipo menos comum, caracterizado por sintomas de catatonia na fase aguda.

O paciente pode falar pouco ou simplesmente não falar. Ficar com os movimentos muito lentos ou paralisados (p.ex., numa mesma posição por horas ou dias), recusar se a se alimentar ou ingerir líquidos, interagir pouco ou simplesmente não interagir com ninguém, embora desperto e de olhos abertos.

O tratamento melhora os sintomas de catatonia, podendo o paciente permanecer com sintomas negativos e cognitivos na fase crônica. Há casos em que, na fase aguda, podem ocorrer comportamento agitado e repetitivo sem um propósito claro ou identificável.

Esquizofrenia indiferenciada

Esse tipo caracteriza-se quando os sintomas positivos e negativos estão igualmente presentes, havendo delírios e alucinações em intensidade, bem como os sintomas negativos e desorganizados.

A evolução e o prognostico nesses casos é muito variável, podendo ser pior que o tipo paranoide e hebefrenico.

Esquizofrenia simples

Nesse tipo de esquizofrenia percebe-se que os sintomas negativos ocorrem isoladamente, sem sintomas positivos ou de desorganização. Não existe uma diferença bem delimitada entre as fases aguda e crônica.

Alguns autores utilizam esse diagnóstico semelhante ao transtorno de personalidade esquizotipico, caracterizada por afetividade superficial ou impropria, falta de vontade, comportamento excêntrico ou desviantes, tendência ao isolamento e desinteresse social. Na esquizofrenia simples os sintomas negativos ocorrem mesmo sem um surto psicótico que os anteceda.

Esquizofrenia Refratária ou Resistente

Esse tipo de esquizofrenia pode ser identificada quando, apesar do tratamento adequado, o paciente mantém sintomas agudos da doença, como os delírios e alucinações, alterações graves do comportamento, desorganização mental marcante, isolamento social e emocional progressivos.

Muitos familiares, nesses casos acreditam que o tratamento não está funcionando. Ou mesmo que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais. A sensação de sobrecarga nestes casos aumenta muito, pois a família perde a esperança por não ver uma luz no fim do túnel.

Porém, é importante que se saiba que não é pelo remédio, mas sim, pelo tipo de esquizofrenia.  Esse tipo é resistente, onde todos tratamentos não funcionam. O paciente pode dar uma melhorada, depois retorna os sintomas e dificilmente consegue estabilizar. Nesse caso o melhor é nunca desistir, sempre estar tentando os tratamentos e aprender a lidar com o seu familiar da melhor forma.

A medicação indicada para os casos resistentes é a clozapina, cujo nome comercial no Brasil é Leponex, fabricado pelo laboratório suíço Novartis. Esta molécula existe desde a década de 70, mas, devido a um efeito colateral, foi suspensa e liberada somente na década de 90. Este efeito é conhecido como agranulocitose. Por isso quem utiliza essa medicação precisa fazer exames periodicamente.

Como agir diante da Esquizofrenia?

Infelizmente a esquizofrenia ainda não tem cura, porém, não é uma doença incontrolável ou um atestado de insanidade para o resto da vida.

Faz-se necessário sim que pacientes e familiares compreendam e aprendam a lidar com a esquizofrenia.

Que se busque sempre informações. Tratamentos e meios de ajudar o seu familiar e a si mesmo, pois cuidadores também precisam se cuidar.

Lembrando que a informação é a melhor arma!!

Abraço e até logo!

Psicóloga Daniela.

 

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